Foto: Micheling Guide | Reprodução

O rigatoni alla vodka é um prato com origem disputada. Tem quem diga que nasceu no restaurante Dante, em Bolonha, nos anos 1970, e tem quem jure que foi no Orsini's, em Nova York.

O que ninguém discute é que foi nos Estados Unidos que ele virou febre. Hoje é o segundo macarrão mais pedido do país, e a versão apimentada do Carbone, o ítalo-americano mais disputado de Manhattan, é o prato mais vendido da casa.

A versão do Marena Cucina segue essa escola: molho picante e 'nduja, o salame cremoso da Calábria. Na nossa avaliação, é o melhor que você vai comer no Brasil. Saboroso na medida, equilibrado, sem o excesso de creme que costuma afogar o prato por aí.

Quem está por trás

O Marena nasceu da união de Mário Martins da Costa Jr., 17 anos na liderança da Ofner, com o restaurateur Samuel Rodrigues, que passou por Fasano, Nino e Piccini. Na cozinha, o chef Denis Orsi, ex-Modern Mamma Osteria, que fez imersão na Puglia antes de desenhar o cardápio.

A regra da casa é "tutto fresco, fatto in casa", e as burratas são a prova: 80 a 90 unidades por dia, todas feitas ali.

O endereço é um casarão de dois andares no Itaim onde morou Cacilda Becker, e cinco meses depois de abrir o restaurante já estava recomendado pelo Guia Michelin.

O único pênalti

A adega tem 700 garrafas e 140 rótulos. Na nossa curadoria, é onde a casa fica devendo. As seleções não são as melhores na relação produto e custo, principalmente para um cardápio desse nível. Em compensação, a carta de drinks é incrível. Mas a principal motivação que faz valer sair de casa é o rigatoni alla vodka.

Sua mesa no Marena, sem espera

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