
Foto: Cirque du Soleil / Divulgação
Todo mundo vai ao Cirque du Soleil para ver o corpo humano fazendo o que parece impossível. Alegría entrega isso com 54 artistas de 25 países debaixo de uma tenda de 51 metros. É bonito de ver gente operando em alta performance.
Mas repare em outra coisa. Cada nota que você ouve está sendo tocada ali, ao vivo, por músicos que dividem o palco com os acrobatas. A trilha, indicada ao Grammy em 1995, é até hoje o álbum mais vendido do Cirque, e ela é feita à mão, na sua frente, enquanto alguém voa a dez metros do chão.
A música conduz o espetáculo. O salto acontece no tempo do tambor, e a queda no compasso da voz. Quem gosta de arte e se envolve com uma trilha feita à mão vendo o humano performar naquele nível não tem como não se encantar. Você sai de lá provocado.
O que você vai ver
Lançado em 1994, Alegría é a produção mais famosa da companhia canadense: 14 milhões de espectadores em 255 cidades. A versão em cartaz, In A New Light, é a releitura de 2019, com direção e números refeitos. Não é a montagem mais pesada do Cirque, mas é o clássico. Ideal para levar a mulher e o filho para ver pela primeira vez.
Sessões de quarta a domingo, até 8 de novembro. A área VIP tem os melhores assentos da arena. Vá pelo lugar, não pelos petiscos.
Tem um ditado que diz que quando morre a arte, morre a vida. Por duas horas debaixo da tenda, dá para entender por quê.
Para curtir o espetáculo sem preocupação
A Blend garante os lugares frontais da tenda e cuida da chegada e da saída do Villa-Lobos, com o blindado esperando na porta.
