Foto: Los Angeles Times | Reprodução

Em 2012, George Lucas, o criador de Star Wars, vendeu a Lucasfilm para a Disney por US$ 4 bilhões. Uma parte considerável desse dinheiro virou um museu.

O Lucas Museum of Narrative Art abriu ao público em 22 de setembro, no Exposition Park de Los Angeles, com ingressos esgotados no primeiro dia. Foram 17 anos entre a ideia e a porta aberta, e o projeto chegou a ser rejeitado por São Francisco e Chicago antes de Los Angeles aceitar.

O prédio

Desenhado pelo chinês Ma Yansong, do escritório MAD, o edifício de 28 mil m² parece uma nave pousada sobre o parque. Não tem uma aresta reta, e a estrutura se apoia em poucos pontos para dar a impressão de flutuar.

Dentro, são 35 galerias, dois cinemas, biblioteca de pesquisa gratuita e o restaurante Skywalker Grill. Em volta, um parque de 4,5 hectares de área verde nova para o sul da cidade.

A tese

O nome diz "arte narrativa", e a definição é a arte de contar histórias com imagens. É a coleção que Lucas montou por 50 anos: mais de 40 mil obras, de pintura de caverna a ilustração de livro infantil, passando por Norman Rockwell, Frida Kahlo, quadrinhos de Jack Kirby e R. Crumb e o mural de 800 metros de Judy Baca.

Tudo isso lado a lado, com o mesmo peso. Mellody Hobson, cofundadora e mulher de Lucas, chama de "a arte do povo".

E sim, tem Star Wars. O Lucas Archive guarda figurinos, maquetes, objetos de cena e arte conceitual da carreira inteira dele.

Por que entrar na rota

Los Angeles já tinha o Getty, o LACMA e o Academy Museum. O Lucas entra como o único que trata cinema, quadrinho e pintura como a mesma coisa. O que vale a visita é sair de lá com a sensação de que a régua do que é arte foi mexida por alguém que podia pagar para mexer.

Los Angeles na sua próxima viagem?

A Blend monta o roteiro completo, do Terminal BTG à reserva no Skywalker Grill.