
Foto: Fórmula 1 | Reprodução
Interlagos tem arquibancada, tem camarote e tem o Paddock Club. Fica em cima das garagens das equipes, na reta principal, e é operado pela própria Fórmula 1, não pelo autódromo. Foi criado em 1984 e roda com o mesmo padrão nas 22 etapas do calendário.
Isso muda tudo. Quem te serve é gringo. O chef é gringo. Você está em São Paulo e só escuta inglês.
Dali você vê o grid se formar, o pit stop de treino, o pódio. Duas vezes por dia o portão abre e você desce ao pit lane para ver os mecânicos preparando o carro a dois metros de distância. Entre uma sessão e outra, champagne, open bar e menu de chef. Piloto passa. Chefe de equipe passa.
Quem vai ao Paddock uma vez e depois vai de camarote fica com um FOMO enorme. Porque está todo mundo lá, e porque é um nível de experiência que o Brasil raramente entrega. Depois disso, você não quer menos.
Da onde vem a paixão dos brasileiros pela F1?
Muita gente se apaixonou pela Fórmula 1 por causa do Senna. Mas a paixão do brasileiro pelo esporte vem de antes, de 1970, quando Emerson Fittipaldi venceu o GP dos Estados Unidos, meses depois do tri da Copa.
Dois anos depois ele era o campeão mais jovem da história, e um país inteiro descobriu que também dava para vencer sobre quatro rodas. Foi quem abriu as portas da F1 para o Brasil. Senna chegou uma década mais tarde e levou essa paixão para outro nível.
O esporte ajuda. Poucos produtos são tão sexy quanto um carro de F1: o desenho, o barulho, a tecnologia que depois chega ao carro que você dirige.
E este ano tem um motivo a mais para ir. Gabriel Bortoleto corre em casa pela Audi, que estreou na F1 nesta temporada. Ele segue sendo o único brasileiro titular no grid desde a saída de Felipe Massa, em 2017.
Beba a champagne do Paddock e a gente cuida do caminho
Interlagos fica a 25 km do centro, e o fim de semana do GP é o trânsito mais pesado do ano na zona sul. Quem vai de carro passa a tarde sem beber, e no fim ainda encara a van do estacionamento até achar onde deixou o carro. A Blend garante o acesso ao Paddock Club, o blindado na sua porta e o motorista (ou piloto do helicóptero) esperando na saída.
