Imagem: Swisswatches Magazine | Reprodução

A Patek Philippe tem um slogan antigo que resume o que ela vende. Você nunca possui um Patek de verdade, apenas cuida dele para a próxima geração. Em outubro, a marca levou essa ideia para a Itália.

A Watch Art Grand Exhibition ocupou por 17 dias o CityOval, em Milão, com cerca de 500 relógios e objetos, peças do museu de Genebra que datam do século 16 e entrada gratuita. Foi a sétima edição da mostra, depois de Dubai, Munique, Londres, Nova York, Singapura e Tóquio, e a maior de todas.

Os sete que ficam na Itália

A exposição acabou, mas os relógios que ela lançou continuam. Como em toda edição, a cidade anfitriã ganhou peças próprias. São sete edições limitadas, todas com a inscrição “Patek Philippe Milano 2026” no fundo da caixa e vendidas só por revendedores italianos.

A mais importante (no centro da imagem) é a 5978P-010, em platina e limitada a 120 peças. Ela combina pela primeira vez o cronógrafo de corda manual da marca com um calendário perpétuo instantâneo, que muda todos os indicadores de data à meia-noite num só salto, e para isso ganhou um mecanismo novo de 500 componentes. Dia e mês aparecem em italiano. Na Itália, sai por mais de € 300 mil.

A mais rara é a 7047G-010, um repetidor de minutos, relógio que toca as horas com pequenos martelos quando você aciona a alavanca na lateral. Mostrador vermelho laqueado, pulseira vermelha, 38 mm, e apenas cinco peças. Faz parte de um trio de Calatravas em vermelho, branco e verde, as cores da bandeira italiana.

O que um relógio desses carrega

Repare no que a marca vende. Nenhum desses relógios é mais preciso que o celular. O que eles fazem é durar. A caixa de platina da 5978 vai estar inteira quando o neto de quem comprou abrir o estojo.