O que a viagem devolve

Para muita gente, viajar é colecionar lugares. Chegar, encher a galeria do celular de fotos e dar check em uma nova cidade ou país. Às vezes, parece mais uma preocupação em deixar o Instagram incrível do que realmente desejar estar ali.

Sabe aquela história de viajar só para dar um check?

Mas pense nas viagens que mais te marcaram…

Muito provavelmente, suas melhores lembranças são de como você se sentiu. Uma noite de sono profundo depois de um dia inteiro ao ar livre. Uma conversa de três horas com alguém que você ama, sem perceber o tempo passar. O pôr do sol diante de um mar cristalino, onde o único som é o das ondas.

Ou aquele banho de mar quente que só o Nordeste brasileiro consegue proporcionar.

E, se eu puder levantar uma bandeira por aqui… Mais Nordeste e menos Caribe.

Existem experiências que você não leva para casa apenas como lembrança. São experiências que te envolvem e mudam o seu ritmo. A pressão cai, a cabeça esvazia, o tempo passa diferente e te faz questionar: afinal, qual é o tempo certo da vida?

A viagem só vale quando te devolve alguma coisa. Saúde, presença, energia, quem sabe até anos a mais de vida. Ou simplesmente a lembrança do que é estar inteiro em um lugar.

É com essa régua que escolhemos o que entrou nesta edição: momentos que nos marcam, experiências que permanecem.

A Blend existe para cuidar do caminho. O que você sente quando chega lá é seu.

Quando foi a última vez que uma viagem mudou o seu ritmo, e não só a sua agenda?

Diego Custódio

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Na edição de hoje:
— Os cinco lugares do mundo onde chegar aos 100 anos é normal
— Três jantares a dois onde com serviço do hotel entra pela porta do restaurante
— A banda sul-coreana que quebrou um recorde dos Rolling Stones vai cantar em São Paulo

Este final de semana tivemos o &Me em São Paulo, então trago hoje uma música sobre fé, conexão e a força invisível que nos une. Porque algumas das relações mais importantes da vida são construídas muito além das palavras.

Os cinco lugares do mundo onde chegar aos 100 anos é normal

Blue zones são as regiões do mundo com a maior concentração de centenários. O que elas têm em comum são mar, montanha, mesa cheia e um ritmo que a gente perdeu.

Imagens: Getty Images | Reprodução

O termo “blue zone” nasceu de uma caneta. Dois demógrafos, estudando uma região montanhosa da Sardenha com até dez vezes mais centenários que os Estados Unidos, circulavam os vilarejos no mapa com tinta azul.

O escritor Dan Buettner, com apoio da National Geographic e do Instituto Nacional de Envelhecimento dos EUA, levou a busca para o mundo e chegou a cinco regiões. São elas:

  • 🇮🇹 Sardenha, na Itália;

  • 🇯🇵 Okinawa, no Japão, onde vivem as mulheres mais longevas do planeta;

  • 🇨🇷 Península de Nicoya, na Costa Rica;

  • 🇬🇷 Icária, na Grécia, a ilha onde a dieta mediterrânea é seguida à risca; e

  • 🇺🇸 Loma Linda, na Califórnia, uma comunidade adventista que vive uma década a mais que o americano médio.

A história das cinco virou até uma minissérie na Netflix, chamada “Como Viver até os 100: Os Segredos das Zonas Azuis.

O que elas têm em comum

Um estudo com gêmeos dinamarqueses mostrou que só 20% da longevidade vem dos genes. O resto é ambiente e hábito. Esses cinco lugares compartilham nove padrões, que ficaram conhecidos como Power 9.

Ninguém corre maratona. O corpo se mexe o dia inteiro porque o terreno é íngreme, a horta fica atrás da casa e a padaria fica a uma caminhada. A comida é quase toda de planta, com feijão, grão e vegetal no centro do prato. Em Okinawa, a regra é parar de comer com 80% da fome saciada, o hara hachi bu. Há vinho na mesa, em todas menos em Loma Linda. E há pausa, de verdade. Os adventistas da Califórnia param 24 horas por semana. Em Icária, na Grécia, dorme-se depois do almoço.

O resto é quem está com você. Família perto, amigos de uma vida inteira e um motivo para levantar da cama, o ikigai dos japoneses. Quem consegue dizer qual é o seu propósito vive até sete anos a mais.

O que só se vive indo lá

Dá para ler sobre Icária. O que não dá é entender, de longe, por que um almoço de quatro horas numa taverna de montanha não parece perda de tempo. Ou por que um vilarejo da Sardenha muda o seu jeito de olhar para a própria rotina depois que você vê um pastor de 95 anos subindo a encosta com as cabras.

Essas regiões ficam em lugares afastados, e esse é o ponto. Mar de um lado, serra do outro, estrada ruim e nenhuma pressa. Uma semana ali ensina o corpo a andar devagar, comer com atenção e dormir cedo. É o tipo de lição que a cabeça traz de volta para São Paulo sem nem perceber.

Curadoria do Diego

Você não precisa pegar seu passaporte para viver uma semana de blue zone. O Brasil não tem nenhuma das cinco regiões, mas tem lugares que entregam a mesma receita, natureza perto, comida de verdade, exercício todo dia e gente que ainda conversa olhando para você.

Cinco dias num deles e você volta para São Paulo com a sensação de que ganhou uns anos de volta. Esses três lugares valem a escapada da rotina:

Foto: G1

01 • UXUA Casa Hotel & Spa, em Trancoso (Bahia)

Minha primeira escolha. O que me ganha é a combinação de hospitalidade, cultura local, comida, natureza e comunidade no mesmo lugar. O hotel trabalha com artesãos e produtores da região e tem experiências ligadas à biodiversidade baiana. Você sai de lá conhecendo gente, não só paisagem.

O que devolve: pertencimento e conexão humana.

Foto: NANAI

02 • NANNAI Milagres, em São Miguel dos Milagres (Alagoas)

Minha escolha para desacelerar à beira-mar. Praias quase vazias, piscinas naturais, gastronomia regional e uma arquitetura que some na paisagem. O dia é caminhar na areia, comer o que o litoral alagoano oferece e trocar a correria pela simplicidade.

O que devolve: tranquilidade e conexão com a natureza.

Foto: MICHELIN Guide

03 • Botanique Hotel Experience, na Serra da Mantiqueira (SP)

Minha escolha para trocar o mar pela montanha. Mata Atlântica, silêncio, boa mesa e bem-estar a duas horas e meia da capital. É o lugar para caminhar, dormir melhor e reduzir estímulos.

O que devolve: desaceleração e clareza mental.

Uma semana para o corpo lembrar o ritmo certo

Sua Lifestyle Manager monta a viagem e cuida de todas as reservas para você escapar da rotina e relaxar nesses destinos paradisíacos, da porta da sua casa ao o hotel ideal para você.

Três jantares a dois onde o serviço do hotel entra pela porta do restaurante

Em São Paulo, alguns dos melhores lugares para uma noite de casal ficam dentro de hotéis. O que se ganha com isso vai além do prato.

Fotos, da esquerda para a direita: Tangará, Baretto e Blaise

Tem noite que pede só você e sua mulher. Uma mesa onde ninguém interrompe, um serviço que percebe a taça vazia antes de você, e o resto da cidade silenciada do lado de fora.

É muito difícil um restaurante de rua ter a mesma hospitalidade de quem recebe hóspedes 24 horas por dia. Por isso, na curadoria de hoje, escolhemos três lugares que ficam dentro de hotéis:

Tangará Jean-Georges, o jantar com a Mata Atlântica na janela

O Palácio Tangará fica dentro do Parque Burle Marx, um dos últimos trechos de Mata Atlântica da cidade, e o restaurante do chef francês Jean-Georges Vongerichten é o único de hotel em São Paulo com estrela Michelin. O menu tem seção própria de caviar e dois menus degustação, com a marca da cozinha de Jean-Georges, molhos leves, caldos de legumes e frutas no lugar da manteiga. Ideal para comemorar uma noite especial.

Baretto, a noite que o Gero Fasano desenhou para dois

No Hotel Fasano, nos Jardins, a recepção fica escondida e o bar é a primeira coisa que você vê. O Baretto é pequeno, escuro, com lambris de madeira e jazz ao vivo, e já foi eleito pela revista Wallpaper o bar número 1 do mundo. O menu é curto, de pratos leves, e a carta de drinks é clássica. É o lugar para quando o jantar importa menos que a conversa, e a música faz o resto.

Blaise, um chalé alpino dentro do Rosewood

O Rosewood ocupa a antiga maternidade Matarazzo, ao lado de uma torre de jardim vertical de Jean Nouvel com mais de 250 árvores. No térreo, o Blaise é uma brasserie que une técnica francesa a ingredientes brasileiros, num salão que lembra uma cabana nos Alpes. O chef Fernando Bouzan trabalha com pequenos produtores, e o Menu Experiência é uma sequência de seis etapas com harmonização. Para o jantar longo, de quem quer ficar até a última taça.

Dica extra, uma noite em dose dupla

Fasano e Rosewood ficam a poucos minutos um do outro. Uma combinação que funciona é jantar no Blaise e terminar no Baretto, onde a música ao vivo vai até a madrugada e o casal pode curtir o último drink da noite antes de voltar para casa.

A mesa certa para a noite certa

Sua Lifestyle Manager faz a reserva nos três, e cuida do blindado que busca vocês e deixa na porta de casa.

A banda sul-coreana que quebrou um recorde dos Rolling Stones vai cantar em São Paulo

Para quem nunca ouviu uma música do BTS, os números explicam por que mais de 200 mil pessoas vão lotar o MorumBIS nos dias 28, 30 e 31 de outubro.

Foto: Bighit Music | Reprodução

Se o BTS é só uma sigla que aparece no celular dos seus filhos, sua percepção está prestes a mudar. São sete rapazes sul-coreanos, juntos desde 2013, e hoje o maior grupo pop do mundo.

Em maio, a turnê Arirang faturou US$ 127,8 milhões em 12 shows e quebrou o recorde mensal dos Rolling Stones. Em setembro, passou de US$ 500 milhões em bilheteria, a primeira turnê de um grupo pop a chegar lá. As seis anteriores eram todas de bandas de rock.

Três noites em São Paulo

Sete anos depois da última passagem pelo Brasil, o grupo volta com a primeira turnê desde que os sete integrantes cumpriram o serviço militar na Coreia do Sul. São três noites no MorumBIS, que recebe mais de 70 mil pessoas por show.

Na venda geral, a Ticketmaster registrou demanda de 3,7 milhões de ingressos, o bastante para lotar o estádio 48 vezes, e tudo acabou em menos de uma hora e meia. No início do mês, um lote extra limitado foi aberto e esgotou rapidamente.

O show tem palco em formato 360 graus, pensado para ampliar a visibilidade em todos os setores do estádio. A experiência fica ainda melhor para quem está em um dos acessos mais premium.

Os ingressos esgotaram em 1h30

Mas a Blend sempre consegue dar um jeito. Se você quer ir ao show, sua Lifestyle Manager resolve o ingresso e a logística, para você chegar e sair do estádio com segurança.

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